
Cansado, olhava o relógio. 13 horas. Passavam-se já trinta minutos do horário marcado. É óbvio que iria esperar, mas a ansiedade o deixava louco. Ali, sentado naquele banco, imaginava quanto tempo iria ter que esperar pelo encontro. Como já era de costume, ela estava atrasada. Olhou mais uma vez o relógio. Mais sete minutos. Já estava angustiado. Assim não dá! - Pensava. Meio dia e meia é meio dia é meia! Tinha o péssimo hábito de chegar religiosamente no horário e ela sempre tinha "imprevistos". Mas é óbvio que esperaria. Esperaria por ela o tempo que fosse. Como esperou a sua vida inteira. Olhava o relógio mais uma vez. Imaginava que as pessoas naquela praça estavam reparando a sua aflição. Tentou disfarçar. Começou a mexer no celular como se tivesser algo importante a fazer. Estou chegando - dizia ela. Mas era óbvio que pelo tom da sua voz, ainda iria demorar. Quanto mais o tempo passava, mais sem graça por estar naquela situação ele ficava. Quando ela chegar, vou dizer poucas e boas! Mas era óbvio que não diria nada. Só queria sair dali. Foi quando, passados alguns minutos, ele a avistou de longe. O coração disparou, as mãos suaram. Oi amor! Desculpe a demora. - disse ela beijando-o nos lábios. - Que nada! Cheguei há alguns minutos apenas. E a espera finalmente terminou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário