quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A janela


Encontraram-se pela primeira e única vez em frente ao mar num dia azul. Ele pensando em seus erros e ela pensando no que pintar. Ele estava sentado em uma pedra quando ela se aproximou e perguntou-lhe tinha um pincel para emprestar. Conversaram até o pôr-do-sol. Deitaram na grama e ela puxou da sua bolsa um lençol. Cobriram-se dos pés à cabeça e depois de se olharem por um tempo, ele a beijou. O beijo lhes transportou para uma rua cinza com uma única parede azul. Ela tirou um giz do bolso dele e desenhou uma linda janela na parede. Virou-se para o lado e já havia aparecido uma parede verde, onde ela, agora com um pincel na mão, desenhou outra janela. Ele, sem conseguir assimilar tudo aquilo, a acompanhava sem dizer uma palavra até que a primeira janela se abriu. Ao abrir-se, deixou escapar cores por todos os lados e a rua que era cinza passou a ter vida. Ela virou para ele, o abraçou, entregou-lhe uma nova janela desenhada num papel e sumiu para sempre. Ele, agora maravilhado, corre pelo mundo em busca de uma janela que lhe traga cor.

Um comentário:

  1. Todos em algum momento da vida precisam de uma janela dessas, pra poder ter uma oportunidade pra recomeçar a viver, se perceber, se amar e se resignificaR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1

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