sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Quase um tchau
Durante aquela semana, passou os dias inteiros pensando nela. Haviam se conhecido há pouco tempo, mas ele sentia que ela sempre esteve ao seu lado. Telefonavam-se todas as noites e falavam horas e horas madrugada a fora. Ele não queria admitir, mas estava mexido. Aquele jeito doce e meigo com o qual ela o tratava, balançava de alguma forma o seu coração. Ela era a luz na sua escuridão, a voz no seu silêncio. Era um longo beijo na chuva, um sorriso quando havia tristeza, um abraço, de longe, quase um tchau. Ela preenchia seu corpo e sua mente com uma alegria que outrora já tivera. Em tempos remotos, é bem verdade, mas já havia sentido isso antes. Agora passava os dias esperando anoitecer para falar com ela e passava as noites esperando que jamais amanhecesse.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário