Não sabia como agir. Nos últimos anos se viu cercada de decepções e já não acreditava que poderia encontrar a paz. Andava por seus lugares preferidos, mas não via graça naquilo. Sentia-se só. Observava as pessoas nas ruas. Sabia que todas tinham problemas, mas por que os seus a afetava tanto? Por que nesses últimos tempos não podia ser feliz? Não tinha forças para lutar. Queria sumir, fugir da cidade, do país, do mundo. Queria não ser mais encontrada, se tornar invisível aos olhos das pessoas. Andou por algumas horas sozinha, deixando seu pensamento vagar. Tentando esquecer daquilo que a angustiava, que a deixava triste, que lhe tirava o sorriso e a alegria de viver. Entrou numa praça e procurou algum lugar para sentar. A praça estava vazia e os bancos estavam molhados por causa da chuva que caíra minutos atrás. Estava cansada. Sentou-se. O vestido molhado incomodava menos do que seus pensamentos. Precisava colocar as idéias no lugar. Resolver as pendências e tomar o controle da sua vida novamente. Foi quando as nuvens começaram a se dissipar e uma luz tímida iluminou o lugar onde estava. Sentiu pela primeira vez um conforto inexplicável. Como se estivesse sendo abraçada. Um calor diferente subiu pela sua espinha e ela percebeu pela primeira vez que a única coisa que faltava na sua vida era luz. Foi como se uma lâmpada acendesse de repente dentro dela e a tomasse por completo. Desta vez tinha certeza. Iria para sempre sentar no lado do Sol.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
No lado do Sol
Não sabia como agir. Nos últimos anos se viu cercada de decepções e já não acreditava que poderia encontrar a paz. Andava por seus lugares preferidos, mas não via graça naquilo. Sentia-se só. Observava as pessoas nas ruas. Sabia que todas tinham problemas, mas por que os seus a afetava tanto? Por que nesses últimos tempos não podia ser feliz? Não tinha forças para lutar. Queria sumir, fugir da cidade, do país, do mundo. Queria não ser mais encontrada, se tornar invisível aos olhos das pessoas. Andou por algumas horas sozinha, deixando seu pensamento vagar. Tentando esquecer daquilo que a angustiava, que a deixava triste, que lhe tirava o sorriso e a alegria de viver. Entrou numa praça e procurou algum lugar para sentar. A praça estava vazia e os bancos estavam molhados por causa da chuva que caíra minutos atrás. Estava cansada. Sentou-se. O vestido molhado incomodava menos do que seus pensamentos. Precisava colocar as idéias no lugar. Resolver as pendências e tomar o controle da sua vida novamente. Foi quando as nuvens começaram a se dissipar e uma luz tímida iluminou o lugar onde estava. Sentiu pela primeira vez um conforto inexplicável. Como se estivesse sendo abraçada. Um calor diferente subiu pela sua espinha e ela percebeu pela primeira vez que a única coisa que faltava na sua vida era luz. Foi como se uma lâmpada acendesse de repente dentro dela e a tomasse por completo. Desta vez tinha certeza. Iria para sempre sentar no lado do Sol.
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