segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Vivemos de pequenos amores
Ele acordou sozinho mais uma vez. Fazia meses nesta mesma rotina. Estava só desde que ela se fora. Já havia passado por isso outras vezes. Tornou-se expert na arte do abandono. Mas agora era diferente. Diferente porque ele estava errado. Deixou-se levar pelos problemas e afundou a relação que eles tinham. Quando descobriu que a amava já era tarde. Ela simplesmente foi embora. Desistiu. Cansou de tanto problema. Ela só queria ser feliz, mas ele não sabia como ser. Tudo aquilo era demais para ele. Sentia uma saudade insuportável. Sentia falta do seu cheiro, dos seus beijos. Sentia falta do grude, das ligações e das altas contas de celular. Sentia falta de toda cumplicidade que os envolvia. Passou o domingo inteiro dentro do seu quarto. Enclausurado em pensamentos. Não viu a cor do céu naquele dia. Uma profunda tristeza o abatia. Tentou ligar para ela, mas não teve coragem. Teve medo dela não atender ou se atendesse, que ela lhe contasse que estava com outra pessoa. Na pior das hipóteses a dúvida ainda manteria sua esperança. Ficou deitado na cama sentindo pena de si mesmo. No fundo ele sabia que tudo aquilo iria passar. Sabia que vivemos de pequenos amores à espera dos grandes. Mas naquele momento seu coração se permitia ser dela, apenas dela, como ele queria que fosse.
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"Ela queria ser feliz, mas ele não sabia como ser..." Sempre que leio procuro por palavras, frases, pequenos detalhes que me comovam. Esse foi o maior de todos no seu texto, apesar de ter me deparado com outros tormentos nesse pequeno texto, essa frase mexe... adorei!!! vou terminar o meu agora..rsrs
ResponderExcluirAmei seu texto! Limpo, simples, mas profundo! Beijocas!
ResponderExcluirE é real. infelizmente.
ResponderExcluirAmores instantâneos, quem nunca os viveusentiu!?No súbito entrelaçamento de dois corpos estranhos, confunde-se desejos e tudo se perde entre o sim e o não.
ResponderExcluirGostei do texto Danilo, principalmente por ser enxuto em suas profundidades sintáticas e emocionais.
Amei o seu texto, ainda mais porque nos encontramos no meio de suas palavras. Quem nunca sentiu isso na vida? As paixões são os combustiveis da vida dos individuos. Amei
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