Em conversa com uma amiga num desses bares da vida, entramos na seguinte questão: O que está acontecendo com o ser humano? Estamos nos tornando cada vez mais idiotas?
Parando para analisar os modismos de hoje, vemos que as pessoas estão ficando mais vazias. O processo de mecanização e informatização está levando o homem a um novo processo: o de “idiotização”.
Guimarães Rosa questionava este mesmo ponto quando dizia que o mundo é muito grande para as pessoas manterem a cabeça fechada. E isso é uma grande verdade. Num mundo tão diverso, o homem deveria se apegar menos a futilidades como os “Big Brothers” da vida e procurar se esclarecer. Vemos hoje adolescentes cada vez mais vazios e pais cada vez mais alheios a essa situação. Não se tem mais o hábito de uma boa leitura e os saraus estão quase extintos. Tudo que faz as pessoas pensarem é muito áspero.
Li no livro “Volta ao dia em 80 mundos”, de Júlio Cortazar, que ele se auto-intitulava um idiota. Dizia isso porque, sendo ele um idiota, podia apreciar o orvalho em uma folha, admirar uma teia de aranha sendo feita e rir do que os “não-idiotas” não ririam jamais. Para ele, ser idiota, é ser mais feliz. Não deixa de ser uma verdade, mas acredito que até para ser idiota, o “cara” tem que ter conteúdo.
Então é isso: idiota sim, vazio jamais!
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